Mauá tem 3.000 mulheres na fila de espera por mamografia

Mulheres que precisam se submeter à mamografia em Mauá são obrigadas a esperar, em média, seis meses para realizar o procedimento. Hoje, 3.000 estão na fila para fazer o exame. O procedimento por imagem pode revelar nódulos não palpáveis e por isso é usado no diagnóstico do câncer de mama.

A Prefeitura não possui mamógrafo. Por isso, firmou convênio com clínica particular, que tem dois equipamentos e recebe por exame realizado. A quantidade de pessoas na fila pela mamografia foi estimada entre julho e dezembro de 2011, mas a Prefeitura admitiu que o número permanece. A administração não informou quantas mamografias são realizadas mensalmente com o convênio.

Nem o recém-inaugurado Ambulatório Médico de Especialidades da cidade, inaugurado em dezembro, dispõe do equipamento. No entanto, a compra poderá ser definida em encontro entre representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde, no dia 3. A ideia é pedir auxílio para compra do mamógrafo, que pode custar entre R$ 75 mil, modelo convencional, e R$ 340 mil, modelo digital.

Foram precisos dois anos de espera para que a agricultora Adelaide Francisco, 47 anos, finalmente conseguisse realizar sua primeira mamografia. Moradora do Jardim Feital, passou pelo procedimento ontem,na empresa contratada, Imamed – Diagnóstico Médico, localizada na Vila Bocaina. “Quando levei o pedido do exame na UBS do meu bairro achava que era rápido”, comenta. O resultado do exame sai no dia 14.

REGIÃO

Diadema também possui fila de espera para o exame. São pelo menos dois meses, segundo a Prefeitura. Cerca de 1.300 mamografias são realizadas mensalmente, mas 20% dos procedimentos não são feitos por ausência da paciente. A cidade tem dois mamógrafos, localizados no Quarteirão da Saúde.

Santo André é a cidade com maior número de aparelhos: sete, situados em unidades de Saúde como Hospital da Mulher, Hospital Estadual Mário Covas e AME. São feitos 1.300 exames por mês e não há fila de espera, segundo a administração. O tempo médio para marcar o procedimento, segundo a Prefeitura, é de 15 dias.

Em São Caetano, o tempo de espera também é de 15 dias. A diferença é que o procedimento é marcado para a mesma semana quando há comprovação de histórico familiar da doença, nódulo ou lesão. A cidade faz, em média, 700 mamografias por mês e tem um equipamento.

Em São Bernardo, a média mensal de exames é de 2.330 e quatro aparelhos atendem a população. As prefeituras de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não enviaram dados.

O Ministério da Saúde considera ideal ter um mamógrafo para cada 240 mil habitantes. A região tem 14 aparelhos em funcionamento na rede pública, sem contar os dois ‘alugados’ por Mauá, quando o mínimo recomendado seria 11. (colaborou Maíra Sanches)

Demora atrasa diagnóstico e encarece tratamento

Aguardar por longo período para a realização de mamografia pode significar atraso no diagnóstico de lesões e até mesmo o encarecimento do tratamento médico. O alerta é dado pelo professor de Mastologia da Faculdade de Medicina do ABC Paulo Roberto Birozzi.

Segundo o especialista, a demora para a realização do exame pode implicar ainda na piora do prognóstico do câncer, por exemplo. “A função desse procedimento é a detecção precoce de alguma anormalidade da mama.Quanto antes isso acontecer, maiores são as chances de salvar ao paciente”, explica Birozzi.

A mamografia é, junto com o papanicolau, um dos principais exames voltados para a saúde das mulheres, na visão do especialista.

A recomendação médica para mulheres sem histórico de câncer na família é fazer a primeira mamografia aos 40 anos e repetir o procedimento anualmente. Para mulheres com idade entre 50 e 69 anos, o recomendável é a cada dois anos.

Já aquelas cujos parentes de primeiro grau tiveram o problema devem iniciar investigação médica a partir dos 25 anos. “Se a mãe teve câncer com 40 anos, a mamografia deve começar dez anos antes”, exemplifica o especialista.

Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que o câncer de mama é o tipo mais frequente da doença no mundo e o mais comum entre as mulheres. No Brasil, as taxas de mortalidade continuam elevadas. Um dos fatores é o diagnóstico tardio.

Situação preocupa Rede Feminina de Combate ao Câncer

Preocupada com a dimensão do problema que pode ser gerado pela numerosa fila de mulheres à espera dos exames em Mauá, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do município acompanha de perto as negociações entre município e Estado.

A justificativa para solicitação de mamógrafo para o Ambulatório Médico de Especialidades da cidade é o atendimento aos moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

“A vitória contra o câncer é a prevenção. A possibilidade de detecção precoce é primordial para se iniciar o tratamento com mais chances de cura”, comenta a vice-presidente da entidade, Marize Tamaoki.

A Refema existe há sete anos e atende 50 pacientes em tratamento contra o câncer e familiares.
Fonte: Diário do ABC

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Sobre professoriristeu

Professor Iristeu é pedagogo e especialista em educação.
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