Era militante e não sabia!

Aos 14 anos, ainda trabalhando no Boia-fria (trabalhadores rurais que tabalham por dia e leva sua marmita para roça, não tendo local para esquentar o comida, come a mesma fria, por tanto, Boía-fria) já coordenava um grupo de jovens com 26 membros ligados a Igreja Católica, no Município de Nova Aurora, Pr.

Talvez por ignorancia ou por estar muito focado nas questões religiosas, não me lembro de ter ouvido a palavra Militância.

Na cabeça o sonho de mudar o mundo. Quando se é jovem, muitos acreditam nisso. O interessante é que tais idéias ainda permanecem em minha mente, claro que hoje após 28 anos, pai de três, filhos, já com algumas experiências não com muito sucesso na militancia, veja que ainda posso contribuir para a construção de um mundo melhor, fazendo um pouquinho aqui onde moro.

Ainda, e acredito que isso continuará até eu estiver respitrando, talvez até além da respiração, essas idéias de querer uma sociedade mais justa e igualitária permecerá formigando em minha mente e impulsando meus afazeres diários. Hoje não milito mais na Igreja Católica, porém agradeço imensamente por ter sido seminárista por 7 anos e recebido GRATUITAMENTE os estudos de 1º, 2º grau (hoje denominado de Ensino Fundamental e Médio) e parte do Ensino Superior.

Hoje minha atução vai além das fronteiras religiosas. Atuo em comissões de moradores que lutam para que suas casas não sejam demolidas pelos governos que se intitulo “dos trabalhadores”. Contribuio com discussões por o comprimento e atualização dos Estatudo do Magistério aqui em Mauá- SP que não é respeitado em vários aspectos. Luto por uma escola democrática onde o Conselho Escolar tem voz e vez, onde nossos alunos tem laboratório de informática, espaço adquado para brincar. Hoje eu milito em um Partido Transparente, Popular e Necessário.

Continuo o mesmo daquele que aos 14 anos queria mudar o mundo por meio da organização da juventude.

Continuo o mesmo daquele que mesmo no Seminário brigava por uma participação mas efetiva dos postulados nas Pastorais.

Continuo o mesmo daquele que foi Presidente do Centro Acadêmico da PUC_Pr, que militou no PT, que vendeu estrelinha para acarriar fundos para o Partido, que se decepicionou por acreditar que já haviamos conseguido implantar no Brasil um governo do povo, revolucionário, da classe trabalhadora. Continuo o mesmo, talvez um pouco mas calechados pelos revéz da vida, da luta, mas como falo para os meus alunos: “o importante é estar no jogo, na luta. Se for precisar se ausentar da luta, do jogo, procure retornar o quanto antes. Não sejamos meramente telesctadores dos acontecimentos”. Vamos! Vamos Camadas, esse é o lugar, momento e a hora de continuarmos juntos, mesmo distântes, afinal para os pensamentos, ideais, a distância só nos aproximam mais.

Para a Lieda, Célio, Josiane, Rose, Rosa, Neide, Solange, José, Mara, Miguelzinho (já deve ser um Miguelsão), Irineu, Odmar, Pe. João Maria, Patricia, Priscila e outros.

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Sobre professoriristeu

Professor Iristeu é pedagogo e especialista em educação.
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