Transporte “público” de Mauá – Parte I

É claro que é contra a Leblon
Oswaldo Dias, prefeito de Mauá, nega manobra para tirar empresa que quebrou monopólio na cidade, mas diz que a companhia opera por liminar o que impede de traçar caminhos para os transportes
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, disse ao Jornal Bom Dia ABCD, da Rede Bom Dia, que a votação na Câmara de Projeto de Lei que visa alterar o sistema de concessão de transportes não é para prejudicar ou beneficiar qualquer grupo empresarial.
Mas na mesma entrevista, mostrou que a manobra na Câmara é sim para tirar a Leblon de operação, alegando insegurança jurídica por haver uma disputa judicial entre a companhia e empresas fundadas por Baltazar José de Sousa, que detinha o monopólio dos transportes na cidade.
“Dentro dos aspectos discutidos na área jurídica, é para cumprir a legalidade, dar cobertura legal. Foi feita uma concessão sem completar a legalidade. Essa empresa (Leblon) continua com liminar e a gente quer um caminho para ser traçado” – disse Oswaldo Dias.
O mesmo prefeito que falou em legalidade assinou um contrato com a Viação Estrela de Mauá, fundada por Baltazar e administrada por David Barione, sem autorização judicial. Tanto é que a Justiça invalidou esse contrato.
Além disso, se ele tirar a Leblon pela manobra na Câmara, pode contratar a Viação Estrela de Mauá. Mas esta, ao disputar nos tribunais contra a Leblon, também não está garantida na Justiça e com ela não seria também possível traçar o tal caminho para os transportes alegado por Oswaldo Dias.
E tem outro fato. Se é para analisar a questão jurídica, então a Viação Cidade de Mauá, de Baltazar, que opera o outro lote, deveria ser suspensa também. Afinal, a Cidade de Mauá tem bens bloqueados e ônibus com documentação retida, com risco de ter a garagem leiloada. Uma empresa nessas condições também não possibilita que a cidade tenha “um caminho para ser traçado” nos transportes.
David Barione, diretor da Viação Estrela de Mauá, também não apresenta segurança jurídica, já que ele teve seus bens bloqueados pelo Banco Central, depois das suspeitas de irregularidades do banco que era sócio, o BVA.
Não bastasse isso, por falar em insegurança para a população, ontem os funcionários da Viação Cidade de Mauá ameaçaram entrar em greve porque Baltazar não havia depositado o décimo terceiro salário.
A votação da Câmara que pode devolver o monopólio dos serviços de ônibus, que era alvo de críticas pela população, ocorre hoje às 13h30. Mas os vereadores não descartam uma votação extraordinária na quinta-feira.
Fonte: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. (http://blogpontodeonibus.wordpress.com)

 

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Sobre professoriristeu

Professor Iristeu é pedagogo e especialista em educação.
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